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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MUNDO CIÊNCIA


A Antártida já foi uma floresta "semi-tropical"

 
Um estudo levado a cabo por cientistas que, em 2010, fizeram uma expedição ao fundo do mar na Antártida, revela que esta região do planeta era uma floresta "semi-tropical" há 50 milhões de anos atrás. Os cientistas acreditam que esta descoberta ajuda a perceber as alterações climáticas atuais e o possível degelo do continente "no final do século".
 
A Antártida já foi uma floresta "semi-tropical"
Antártida hoje
 
O grupo de cientistas que, em 2010, realizou uma expedição ao fundo do mar na Antártida revelou, nesta quinta-feira, que a região era uma floresta há 50 milhões de anos atrás. Os cientistas realizaram perfurações junto à costa oriental do continente e recolheram fósseis de pólenes que faziam parte de uma floresta "semi-tropical" entre 36 a 50 milhões de anos atrás.
Assim, naquele período, as temperaturas atingiam os 20 graus - como vieram comprovar as análises a moléculas sensíveis à temperatura - e o cenário era completamente diferente do atual. "Havia florestas e não gelo e as temperaturas eram amenas", garante Kevin Welsh, cientista australiano que participou na expedição .
Os investigadores também garantem que a taxa de concentração de dióxido de carbono era muito superior à registada atualmente devido ao calor que se fazia sentir no continente há milhões de anos atrás e à falta de gelo.
Kevin Welsh relembra que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas projeta um novo degelo da Antártida "no final do século", mas acredita que este estudo, publicado na revista Nature, traz descobertas "muito significativas" para a compreensão das alterações climáticas que poderão ocorrer no futuro.


Antárctida estava coberta de florestas há 50 milhões de anos.

  Análises de moléculas sensíveis à temperatura mostram que, naquele período, as temperaturas atingiam os 20 graus celsius.

 O continente gelado da Antárctida estava coberto por florestas há mais de 50 milhões de anos, revelaram esta quinta-feira cientistas, que em 2010 participaram numa expedição ao fundo do mar nesta região.

Perfurações realizadas pelos cientistas ao largo da costa oriental da Antárctida permitiram recuperar fósseis de pólenes provenientes de uma floresta "semi-tropical", que cobria o continente entre 34 a 56 milhões de anos atrás.

Análises de moléculas sensíveis à temperatura mostram que, naquele período, as temperaturas atingiam os 20 graus celsius, disse Kevin Welsh, um cientista australiano que participou na expedição, da qual resultou um estudo agora publicado pela revista britânica “Nature”.

"Havia florestas e não gelo e as temperaturas eram amenas", acrescentou.

Os investigadores garantem que os elevados níveis de dióxido de carbono na atmosfera tinham origem no calor e na inexistência de gelo na Antárctida e estimam que, na altura, a concentração de CO2 se situava entre os 990 e "alguns milhares" de partes por milhão (ppm).

Actualmente, a taxa de concentração está avaliada em 395 ppm e as previsões mais radicais do painel intergovernamental para as alterações climáticas (IPCC, sigla em inglês) projectam novo degelo "no final do século", lembra o cientista da Universidade de Queensland.

O investigador considerou que as descobertas "são muito significativas" para a compreensão das alterações climáticas futuras, nomeadamente no que respeita à importância da Antárctida e das reservas de água armazenadas à superfície sob a forma de gelo.

Fonte: Google.

 

 

 

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