A Antártida já foi uma floresta "semi-tropical"
Um
estudo levado a cabo por cientistas que, em 2010, fizeram uma expedição
ao fundo do mar na Antártida, revela que esta região do planeta era uma
floresta "semi-tropical" há 50 milhões de anos atrás. Os cientistas
acreditam que esta descoberta ajuda a perceber as alterações climáticas
atuais e o possível degelo do continente "no final do século".

Antártida hoje
O
grupo de cientistas que, em 2010, realizou uma expedição ao fundo do
mar na Antártida revelou, nesta quinta-feira, que a região era uma
floresta há 50 milhões de anos atrás. Os cientistas realizaram
perfurações junto à costa oriental do continente e recolheram fósseis de
pólenes que faziam parte de uma floresta "semi-tropical" entre 36 a 50
milhões de anos atrás.
Assim, naquele período, as temperaturas
atingiam os 20 graus - como vieram comprovar as análises a moléculas
sensíveis à temperatura - e o cenário era completamente diferente do
atual. "Havia florestas e não gelo e as temperaturas eram amenas",
garante Kevin Welsh, cientista australiano que participou na expedição .
Os
investigadores também garantem que a taxa de concentração de dióxido de
carbono era muito superior à registada atualmente devido ao calor que
se fazia sentir no continente há milhões de anos atrás e à falta de
gelo.
Kevin Welsh relembra que o Painel Intergovernamental para as
Alterações Climáticas projeta um novo degelo da Antártida "no final do
século", mas acredita que este estudo, publicado na revista Nature, traz
descobertas "muito significativas" para a compreensão das alterações
climáticas que poderão ocorrer no futuro.
Antárctida estava coberta de florestas há 50 milhões de anos.
Um
estudo levado a cabo por cientistas que, em 2010, fizeram uma expedição
ao fundo do mar na Antártida, revela que esta região do planeta era uma
floresta "semi-tropical" há 50 milhões de anos atrás. Os cientistas
acreditam que esta descoberta ajuda a perceber as alterações climáticas
atuais e o possível degelo do continente "no final do século".
| Antártida hoje |
Assim, naquele período, as temperaturas atingiam os 20 graus - como vieram comprovar as análises a moléculas sensíveis à temperatura - e o cenário era completamente diferente do atual. "Havia florestas e não gelo e as temperaturas eram amenas", garante Kevin Welsh, cientista australiano que participou na expedição .
Os investigadores também garantem que a taxa de concentração de dióxido de carbono era muito superior à registada atualmente devido ao calor que se fazia sentir no continente há milhões de anos atrás e à falta de gelo.
Kevin Welsh relembra que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas projeta um novo degelo da Antártida "no final do século", mas acredita que este estudo, publicado na revista Nature, traz descobertas "muito significativas" para a compreensão das alterações climáticas que poderão ocorrer no futuro.
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